A maioria das fortunas se dissolve em três gerações. As que duram têm em comum não o tamanho do capital — mas a arquitetura de decisão que o protege. Entender essa diferença é o primeiro passo para construir algo que transcenda o ciclo.
Pesquisas conduzidas por instituições como o Boston Consulting Group e o banco de dados do Williams Group documentam consistentemente o mesmo fenômeno: 70% das fortunas familiares se dissipam na segunda geração. 90% na terceira. Não por azar — por ausência de arquitetura.
O capital sem estrutura de governança, sem processos de decisão claros e sem gestão integrada está sujeito a forças que atuam continuamente: tributação, inflação, divisão entre herdeiros, decisões emocionais em momentos de crise e a simples distração do cotidiano. A riqueza sem sistema é apenas riqueza temporária.
O que separa os 10% que preservam — e frequentemente ampliam — o patrimônio entre gerações é uma característica comum: eles tratam o patrimônio como uma instituição, não como uma conta bancária. Há processos, há governança, há pessoas especializadas fazendo o trabalho pesado.
Family offices surgiram no século XIX exatamente para resolver esse problema. A família Rockefeller estruturou o que se tornaria o modelo moderno em 1882 — não para investir mais, mas para proteger e coordenar o que já existia. O princípio central é simples: separar a gestão do patrimônio da vida cotidiana da família.
Profissionais dedicados, processos claros, visão de longo prazo e acesso a oportunidades que não chegam por canais convencionais. O investidor — membro da família — toma apenas as decisões que realmente importam. O resto é executado por quem tem a estrutura para isso.
Em nossa estrutura, esse princípio não é inspiração — é operação. Cada família com quem trabalhamos encontra um ecossistema já construído: inteligência de mercado própria, projetos selecionados antes de chegarem ao mercado e gestão que não exige atenção cotidiana do investidor.
Famílias patrimoniais que preservam capital por gerações tendem a alocar 40–60% em ativos reais — imóveis estratégicos, terra produtiva, recursos naturais, infraestrutura. Não por moda: por matemática. Esses ativos crescem com fundamentos reais — escassez, demanda, produção — não com humor de mercado.
A ausência de volatilidade de marcação a mercado, típica de ativos privados, permite decisões mais racionais e horizontes mais longos. E horizontes mais longos são, comprovadamente, a vantagem competitiva mais difícil de replicar no investimento de longo prazo.
A diferença entre riqueza que dura e riqueza que passa não está na inteligência de quem a criou — está na arquitetura de quem a protege.
Todo o trabalho de seleção, estruturação e gestão é nosso. Uma conversa é suficiente para entender se há afinidade.
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